Bancada feminina pressiona por votação de projeto contra misoginia antes do recesso
Deputadas exigem que proposta que criminaliza misoginia seja incluída na pauta antes do recesso parlamentar. Presidente da Câmara havia se comprometido com a votação.

Deputadas pressionam por votação de projeto contra misoginia
Nesta terça-feira (14), a bancada feminina da Câmara dos Deputados fez um apelo para que o projeto que equipara a misoginia ao crime de racismo seja colocado em votação antes do recesso parlamentar, que se inicia no próximo sábado (18). As parlamentares destacaram que o presidente da Câmara, Hugo Motta, havia se comprometido a votar a proposta antes do recesso, uma vez que a urgência do texto já foi aprovada.
A deputada Fernanda Melchionna, do PSOL-RS, criticou aqueles que tentam adiar a votação, afirmando que são parte de um discurso de ódio que prejudica as mulheres. Ela ressaltou a importância da aprovação do projeto, especialmente em um contexto onde a misoginia tem sido reconhecida em mais de 2 mil decisões judiciais no Brasil desde 2015.
Entretanto, a proposta enfrentou resistência após a manifestação de deputados religiosos, que expressaram preocupações sobre possíveis interpretações equivocadas e a criminalização de textos bíblicos. Com essa oposição, o presidente da Câmara acabou recuando do calendário previamente estabelecido, resultando na exclusão do projeto da pauta de votações desta tarde.
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